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Estudando Vedanta há muitos anos no Rio de Janeiro, entrei em contato, em 1989, com os textos  de “I AM That” de Maurice Frydman sobre o sábio Nisargadatta Maharaj. O impacto foi imediato. Na Índia comprei então outro livro sobre Nisargadatta Maharaj:  “Pointers of Nisargadatta Maharaj”.  Nesse momento, um novo personagem entrou na minha vida: Ramesh Balsekar. Quem era ele? Não perdi a oportunidade de comprar então outros livros de  Ramesh. Porém, o  “Pointers”  me chamava muito a atenção.

Em 1996 pude visitar Ramesh em sua casa. Naquela época havia poucas pessoas escutando, e pude ter a possibilidade de conversar com ele mais diretamente e até mesmo marcar uma entrevista individual.  Acho que a minha dúvida era tão grande, e o sofrimento que isso acarretava era tão intenso, que parece que nada poderia ser um obstáculo. Recordo-me que não foi uma conversa muito extensa. Entretanto fiz uma pergunta, algo que me afligia imensamente: “O que o senhor vê?” Agora percebo como era uma pergunta simples, uma dúvida tão “boba”, tão "infantil" e tão pouco “intelectual”. Entretanto creio que estas são realmente as que nos mantém longe de nós mesmos... Claro, sua resposta foi tão simples quanto, porém intensa e transparente: “Vejo uma conversa acontecendo. Não há ninguém conversando”.

A Graça do Guru muitas vezes começa quando suas palavras no papel nos causam uma forte emoção que nos é totalmente incompreensível. Choramos ou rimos somente por que tem que ser. Creio que é a identificação com algo que conhecemos, mas que não é  totalmente compreendido. Estar ao seu lado é fundamental, pois seu olhar é totalmente impessoal. Não há alguém te olhando!  Então só existe o Guru. Após esse instante, apreciá-lo na pessoa de Ramesh, nas palavras de Ramesh, era um prazer sem igual. O tempo que passei com ele na Índia, nas diversas vezes que estive em sua presença, foi sempre tão diferente e tão intensamente igual. Comentava com todos, que para mim, aquela salinha de aula era o “Olho do Furacão”, pois no turbilhão da Mumbai ruidosa estávamos sempre num instante de total tranqüilidade: Um, somente Um.


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